diálogos

Interessante pensar nos diálogos entre a caligrafia e artistas que utilizam as manchas, pinceladas e gestos que se aproximam da caligrafia; às vezes, se tornam a própria caligrafia, no conceito de seu gesto único, do momento presente.

 

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XXXVI Exposição de Caligrafia Japonesa – Sho e Shodô

36 convite caligrafia japonesa

as artes da escrita | sho e shodô
são paulo 26 e 27 de setembro de 2015

Aliança Cultural Brasil Japão, Associação Shodô do Brasil
Associação Anciões, Hokushin Brasil, Ibaraki Kenjinkai
Kobayashi, Mogi, Sagara, Shokai, Tochigi, Tottori, Wakamatsu

programação especial do dia 27
às 15h premiação da exposição do ensino médio
às 15h15 demonstração de caligrafia japonesa

salão nobre do bunkyo  rua são joaquim 381, 2o andar
metrô são joaquim, são paulo sp  das 9 às 17h

apoio Jornal Nikkey Shimbun • São Paulo Shimbun
organização Associação Shodô do Brasil

Kimura Tsubasa

Kimura Tsubasa é uma calígrafa japonesa independente, residente em Kyoto, que se expressa não apenas por meio do shodô, mas também do sho, estabelecendo relações com a arte contemporânea e o design.

O printscreen abaixo é do Facebook da calígrafa e mostra trabalhos variados, entre instalação, performance e caligrafias emolduradas .

Screen Shot 2015-04-08 at 11.05.50 PM

Abaixo, uma de suas performances:

Mais infos:
http://www.kimuratsubasa.com

Caligrafia: fazer, fazer e… fazer! [performance de Kasetsu, calígrafa japonesa]

seguindo nosso kokoro, a caligrafia muitas vezes se revela uma busca obstinada e intensiva. e no fim, o coração se encontra.

[vídeo editado por Makoto Sasaki, Camera Yayoi Arimoto]

sobre a calígrafa Kasetsu, ver [em inglês e japonês]
http://tree.threecosmetics.com/2013/06/day-to-day-philosophies-03/

Butoh

Interessante pensar que a caligrafia é expressão do ser, que pode se manifestar de várias formas. É uma arte do corpo, um corpo entendido como algo complexo, que não é apenas o corpo físico, nem algo que ‘carrega’ a mente: é corporeidade, corpo que se situa no mundo e interage com ele. O diálogo com outras artes que buscam a expressão desse ser leva a uma reflexão do porque se faz caligrafia japonesa, o que nos move e para onde caminhamos nessa arte da escrita..

Como não se questionar, a partir de Kazuo Ohno, do Butoh, nesse seguinte pensamento?

“Na minha dança eu nunca me preocupei em saber se o que eu criava era ou não era Butoh, só pensava em fazer algo bom. Entretanto, nunca estive satisfeito com minha dança. Eu danço movido por um sentimento de gratidão. O que me interessa é que o Homem, com este corpo tão pequeno, contém todos os elementos do Universo dentro de si. Para mim, se eu não puder dançar esse homem, se não houver essa forma de dançar, não haverá sentido em dançar.”

 

 

Uma reflexão sobre a criação no shodô e sho – mestrado sobre caligrafia japonesa

Screen Shot 2015-02-02 at 11.21.54 PM

Entre Tempos: a criação artística na caligrafia japonesa
Rafael Tadashi Miyashiro, sob orientação do Prof. Dr. Arthur Lara e co-orientação da Profa. Dra. Anna Paula S. Gouveia, Unicamp, 2009.


Obs: a pesquisa foi possível pela generosidade de muitas pessoas, mas sobretudo a dos membros queridos da Associação Shodô do Brasil / Shodô Aikoukai; a dos sensei Etsuko Ishikawa, Takashi Wakamatsu, Monica Jury Terada; e a da Profa. Dra. Michiko Okano (Unifesp) e da Profa. Dra. Fuyubi Nakamura (University of British Columbia).

Baixar o PDF: EntreTempos_caligrafiajaponesa