Sho é a escrita dos ideogramas num movimento único, sem retoque. [...] quando o próprio ser emerge com o ideograma e é identificado com o movimento da mão e do corpo, o sho transborda. [...] isto é sho…
Um movimento único e sem volta, que assimila e absorve tudo – ideograma, pincel, papel, espaço – em si mesmo… Quando o movimento, que é a convergência de todas as forças numa única execução vem à tona, e mais, quando ele é transcendido, e eu, ideograma, pincel, papel, forma, ritmo, tempo, espaço, minha mente, enfim, quando tudo foi transcendido, tudo existe como um. Neste momento, nada me segura e eu posso ser eu mesmo.
Morita Shiryu (1912-1998), calígrafo japonês, um dos líderes do zen-ei-sho
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